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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Solidão? Que nada.

Os últimos dias têm sido angustiantes.
Por uma série de motivos:

1º Horas em pé dentro de trens abarrotados de pessoas.
Não existe nada pior do que ter que andar de trem, sério.
O desespero começa na estação, antes de você entrar no trem, pessoas por todos os lados querendo passar por cima de você e batendo umas nas outras para conseguir um mísero lugar para sentar. Quem não consegue se sentar vai em pé (lógico) com um monte de pessoas por cima, dai tem a segunda disputa: A de conseguir um lugar para segurar. Pois é, se você conseguir um, não solte de jeito nenhum, mesmo que seu braço esteja ficando sem sangue e dolorido, porque se você soltar, vai perder o espaço para segurar e vai ter que cair em cima das pessoas. Além de outras merdas que eu estou com preguiça de descrever.

2º Um trabalho grande que já sugou todas as forças que ainda restavam em mim.
PORRA! Sabe quando você precisa fazer uma coisa mas seu organismo já não suporta mais a ideia de ter que PENSAR nisso? Então, é exatamente isso. 
O meu grupo tem 5 pessoas e somente 2 fazem o trabalho: A babaca aqui e a @Marialouu. Para o trabalho a gente precisa fazer uma parte escrita (que já está pronta! \o/) e um vídeo tipo documentário. 
E adivinha o tema!? 
O TRANSPORTE PÚBLICO NA VIDA DO TRABALHADOR. 
Tá, o tema é ótimo, mas imagine: Você sair de um trem deprimente e ter que chegar em casa e editar vídeos com imagens desse trem?

3º Não tenho um lugar para me sentir em paz.
Todo mundo tem problemas em casa. No meu caso não é nem um PROBLEMA é mais uma insatisfação: Não tenho meu espaço, não consigo me sentir em paz na minha casa. Se na minha casa eu não me sinto em paz, onde eu vou fazer isso? Pois é.

O que eu estou fazendo aqui não é reclamar das minhas obrigações, porque eu acho uma babaquice ficar de mimimi. Mimimi é para os fracos e sem objetivo, eu tenho objetivo e se eu fosse uma pessoa fraca não teria chegado até aqui, eu sei que as coisas que eu estou passando hoje fazem parte do caminho que eu preciso passar para chegar aonde eu quero. Só o que eu quero dizer é que passar por esse caminho sem alguém para abraçar é foda demais. Preciso de uma válvula de escape. E essa eterna espera por alguém que me faça rir me faz pensar que só pode ter alguma coisa muito errada comigo e então os velhos problemas (autoestima, depressão, blá blá blá...) são quem me fazem companhia.


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